terça-feira, 13 de setembro de 2011

Pais - como lidar com a culpa?

É bem verdade que toda mãe quer o melhor para o seu filho
e tende a ser perfeccionista em tudo o que faz. Não aceita
errar e sofre com os deslizes que acredita ter cometido. Mas
nem sempre as coisas saem como o esperado.
Aí, em vez de encarar com naturalidade
 os acontecimentos, ela abre brechas
para o clássico sentimento de culpa, que não dá sossego.
Para quem está passando por isso, a primeira lição é:
"A culpa só existe quando você faz algo propositalmente
para prejudicar, ferir ou magoar alguém"alerta a psicóloga
e psicoterapeuta Olga Inês Tessari, de São Paulo.
Se você já deu o melhor de si, a regra é exorcizar
esse sentimento ou vai acabar ainda mais ansiosa.
O problema é que, na maioria das vezes, as mães demoram
a se convencer de que precisam se cobrar menos.
Segundo Mara Pusch, psicóloga clínica e professora
da Universidade Federal de São Paulo, é comum elas mergulharem
na culpa até mesmo por conta de situações corriqueiras, como não levar
o filho para escola, dar menos atenção ao parceiro, deixar de ir à
academia, que já está paga. "Na maioria das vezes,
acabamos por exagerar nas
conseqüências de nossas ações, sentimentos
e pensamentos e não reconhecemos
nossas qualidades",
observa a especialista. Nesse caso, uma atitude sensata é
refletir se a culpa é real ou imaginária, se tem de fato
razão de existir. "Quando lidamos de forma saudável com esse
sentimento, conseguimos retomar nosso eixo, dar a volta por
cima e continuar nossa trajetória", aconselha Mara Pusch.

 Outra dica é não pensar que você falhou nisso ou naquilo.
Pensar apenas no erro é meio caminho
 andado para o sentimento de culpa aflorar.
Quem alerta é a psicóloga
Angélica Capelari, professora da Universidade Metodista
de São Paulo. "Só faz sentido pensar em erro quando
alguém sabia o que deveria ter feito e se omitiu.
E os pais, muitas vezes, não sabem como agir", observa.
O casal geralmente repete o que viu os outros fazerem,
o que os pais fizeram e assim por diante.

Filho, como você sabe,
 não vem com manual de instruções.
E as mães, como acontece com qualquer ser humano,
podem até almejar a perfeição. Mas é bom ter consciência
de que esse é um ideal impossível. Por isso, não custa repetir:
não precisa se cobrar tanto assim!

Fonte: http://www.olgatessari.com/id408.htm acesso em 13/set/2011

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Leitura

Essência e função da LITERATURA na formação do indivíduo
Por: Daniela Senna


A Literatura não é apenas um fenômeno de linguagem, em que aparecem experiências e narrativas, ligadas ou não a um contexto social e tradições culturais de uma época. A Literatura não é somente informação, transmissão de conhecimentos ou formadora de opinião. Também não a vejo como um mero instrumento didático suficiente, por si só, a captar a atenção de crianças - e por que não de adultos - com histórias ou contos de fadas que levam a 'viagens' por um mundo imaginário.

Através de experiências vivenciadas com meus alunos, noto que a Literatura engloba vários aspectos, além dos já citados acima, porém, é muito mais: é uma arte.

Através da Literatura pode-se estabelecer relações de aprendizagem que são fundamentais para a formação da consciência do indivíduo, bem como do seu caráter, o que influenciará diretamente no seu estilo de vida. Há um ditado que diz "diga-me com quem andas e te direi quem és". Em relação á literatura eu diria "diga-me o que lês e te direi quem serás".


Trabalhando há alguns anos com alfabetização noto, com grande tristeza, que a leitura está cada vez mais sendo deixada de lado, de escanteio. Com a chegada do mundo virtual a leitura deixou de ser considerada como um lazer, para ser associada aos 'estudos', à cobrança de algo que só se faz quando é obrigatório.

O próprio fato de ter que aprender a ler, nos primeiros anos do ensino fundamental como algo imposto, cheio de cobranças, já cria uma barreira tão forte e muitas vezes intransponível, que a criança levará consigo por toda a sua vida. Tanto que maioria das pessoas que não gostam de ler, quando questionadas, nem sabe explicar o porquê. 

"A prática da leitura se faz presente desde o momento em que começamos a "compreender" o mundo à nossa volta. No constante desejo de decifrar e interpretar o sentido das coisas que nos cercam, de perceber o mundo sob diversas perspectivas, de relacionar a realidade ficcional com a que vivemos, no contato com um livro, enfim, em todos estes casos estamos, de certa forma, lendo - embora, muitas vezes, não nos demos conta. 

Para poder aproveitar o mundo maravilhoso da Literatura, através da leitura, é necessário que o leitor seja realmente apaixonado, ávido por descobrir coisas novas, e isto tem início nos primeiros anos de vida, dependendo da forma como cada um é estimulado.

1 MAIS DO QUE LER - SENTIR 

O ato de ler envolve e absorve todos os sentidos do corpo humano, pois vai além do mero enxergar, decifrar códigos e emitir sons. Supera o be-a-bá, o juntar as letras para formar palavras, frases e até mesmo textos. Ler envolve sentimento, emoção, envolve a alma! 


Paulo Freire, sabiamente, escreveu em seu livro A importância do ato de ler: "Continuando neste esforço de "re-ler" momentos fundamentais de experiências de minha infância...em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio em mim constituindo através de sua prática, retomo o tempo em que, como aluno do chamado curso ginasial, me experimentei na percepção crítica dos textos que lia em classe, com a colaboração, até hoje recordada, do meu então professor de língua portuguesa. 


Não eram, porém, aqueles momentos puros exercícios de que resultasse um simples dar-nos conta da existência de uma página escrita diante de nós que devesse ser cadenciada, mecânica e enfadonhamente "soletrada", em vez de realmente lida. Não eram aqueles momentos "lições de leitura", no sentido tradicional desta expressão. Eram momentos em que os textos se ofereciam à nossa inquieta procura, incluindo a do então jovem professor José Pessoa. Algum tempo depois, como professor também de português, nos meus vinte anos, vivi intensamente a importância do ato de ler e de escrever, no fundo indicotomizáveis, com alunos das primeiras séries do então chamado curso ginasial. A regência verbal, a sintaxe de concordância, o problema da crase...nada disso era reduzido por mim a tabletes de conhecimentos que devessem ser engolidos pelos estudantes. Tudo isso, pelo contrário, era proposta à curiosidade dos alunos de maneira dinâmica e viva, no corpo mesmo dos textos, ora de autores que estudávamos ora deles próprios, como objetos a ser desvelados e não como algo parado, cujo perfil eu descrevesse. Os alunos não tinham que memorizar mecanicamente a descrição do objeto, mas apreender a sua significação profunda." 


No momento em que a Literatura passa a ser prazer ao invés de dever, o ato de ler torna-se parte indispensável da vida. Afinal, quem de nós não lembra de algum momento da infância em que segurava um livro entre os dedos e lia horas a fio, só por ler? Ler, apenas ler...sem se preocupar com as horas que iam passando, passando... 


Mas com competir com o mundo de hoje, cada vez mais informatizado, cheio de tecnologias e inovações quase que diárias? Como chamar a atenção do leitor, em meio a tantos computadores, celulares e jogos virtuais? 


2 DESAFIOS DA LITERATURA EM MEIO AO MUNDO VIRTUAL - PAPEL DOS PAIS E EDUCADORES 


Atualmente as crianças interessam-se pelo mais fácil, pelo que já está pronto, a fim de poupar 'trabalho' pensando ou analisando algo: as brincadeiras e jogos são no computador, as pesquisas escolares são feitas através da internet, até mesmo os relacionamentos são 'construídos' atrás de uma simples tela. A internet contribui, e muito, para a sociedade apressada e sempre em correria em que vivemos, mas nada pode substituir a leitura! E se isto já está acontecendo, temos falhado em alguma parte do caminho, pois " 


2.1.4 Antes de dormir 


Eu lembro até hoje que meu pai contava histórias pra eu dormir quando pequena. Muitas delas, inventadas, mas que faziam minha imaginação ir a mundos tão distantes, nunca antes percorridos. Contar histórias e ler livros para as crianças antes de dormirem é uma atividade antiga, mas que nunca perde o seu encanto! E depois, é claro, tem o tão esperado beijo de boa noite. 


2.1.5 Brincando também se aprende 


Há diversos recursos para se estimular a leitura e o gosto pelos livros infantis, dentre eles podemos citar jogos como forca, dominó, caixa de letrinhas ou livro surpresa. O importante é ler, e ler sempre. O gosto pela leitura vem com o tempo. 


2.1.6 Alimentar o hábito de ler 


Não posso deixar de citar aqui as idas à bibliotecas públicas, livrarias, sessões de autógrafos e feiras de livros. Estes locais, quando visitados, causam uma forte impressão na mente das crianças, e certamente contribuem para desenvolver o hábito da leitura. 


3 CONSIDERAÇÕES FINAIS 


Sem dúvida a literatura é parte integrante da vida de cada um. Cabe aos pais e educadores a responsabilidade de fazer com que esta seja prazerosa ou desgostosa, animadora ou desanimadora, educativa ou destrutiva. 


Com o stress - palavras tão usada e vivida na atualidade - e a agitação de nossos dias é evidente que temos que priorizar certas coisas da vida e deixar de lado outras, menos importantes. Mas se tem algo pelo que devemos lutar e correr atrás é a leitura. 

Devemos cuidar para que a alegria de folhear um livro, sentir o seu cheiro, tocar suas páginas e sonhar com ele não desapareça, mas que seja reavivada por cada um de nós. 

Há coisas que merecem atenção, para que não seja mais uma das que entrarão para o mundo do esquecimento e das lembranças... 

O ato de ler nos dá a liberdade de pensar, de refletir e de agir. Nos ajuda a ter consciência e a parar para pensar em qual direção seguir. 

Então, penso que a leitura deve ser parte não somente da nossa vida, mas deve ser parte de nós mesmos. 


REFERÊNCIAS 

MARIA CAROLINA, artigo em publicação periódica no site 


P.F. A importância do ato de ler. 29a. ed. S. Paulo: Cortez, 1994, p. 12-15.<http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&rlz=1T4GGLL_pt-BRBR361BR362&q=importancia da leitura paulo freire&aq=f&aqi=&aql=&oq=&gs_rfai=> Acesso em 14/12/2010. 

WHITE.H.G. Fundamentos da educação cristã. Casa Publicadora Brasileira. 420 p.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Formando bons leitores

1. Inicie a leitura ainda para o bebê, de preferência diariamente: Mesmo que não tenha ainda o vocabulário necessário para a compreensão de uma história, o bebê não apenas entende muito da leitura, como se agrada em ouvir a voz humana. Ele aprecia os sons que não conhecia a "melodia" da fala do adulto e, principalmente, a possibilidade e interação. Repita as histórias lidas muitas e muitas vezes, pois além de despertar a atenção do bebê, este ato contribui para a formação de seu vocabulário.  

2. 
Ofereça livros apropriados à idade: Quanto menor a criança, mais figuras e menos texto deve conter o livro. A proporção deve mudar gradualmente. Para as crianças muito pequenas, existem livros de materiais mais resistentes, que permitem o manuseio com poucos danos. Existem ainda livros interessantes, que emitem sons ou com figuras tipo pop-up, que chamam a atenção e encantam o olhar.

3. Explore os 
assuntos preferidos: Na medida em que a criança cresce, ela passa a demonstrar interesse por diferentes assuntos. Normalmente, cada fase tem o seu "tema predileto". Como mãe de menino já vi seu interesse variar entre dinossauros, carros, animais, esportes... Aproveite a fase e ofereça materiais (livros ou pequenas reportagens) sobre o tema predileto, e desperte o interesse pela leitura!

4. Use "porções pequenas" e 
partilhe a leitura: Quando a criança começa a ler sozinha, é importante não sobrecarregá-la com textos muito extensos. Os livros apropriados para essa faixa etária contêm muitas figuras e frases curtas em cada página. Além disso, ela se sentirá mais interessada com a leitura partilhada: ela lê uma página, e o pai/mãe lê outra. Este método costuma gerar bons resultados.

5. 
Restrinja atividades eletrônicas como computador, televisão, etc.: Será difícil incentivar o hábito de leitura se a criança passar boa parte de seu dia entretida por meios eletrônicos. A tecnologia está presente em nosso mundo e deve ser usada, porém com sabedoria. Além de ser uma atividade sedentária, a distração eletrônica embota a imaginação da criança, que passa a ter dificuldade de visualizar/imaginar histórias lidas por obtê-las sempre de forma "mastigada" através desses meios. Portanto, restrinja essas atividades e aposte na leitura.  

6. 
Dê o exemplo - leia! O famoso "faça o que eu mando, e não o que eu faço" é ineficiente em todas as áreas da vida, e com a leitura a realidade não é diferente. Seja um leitor e, caso não goste de ler, comece aos pouquinhos, aumentando a dose a cada dia. Seu incentivo só será efetivo se for acompanhado de seu exemplo. 

Conclui-se, portanto, que a leitura, embora necessária à formação de uma importante base de conhecimentos, bem como ao desenvolvimento cognitivo 
só será, realmente um hábito, quando conseguirmos associá-la, desde os primeiros anos de vida, a uma vivência emocional gratificante. Este é um dos grandes desafios educacionais da família atual. Fonte: http://www.educacaoadventista.org.br/educadores/educacao-e-tecnologia/735/a-geracao-z-e-o-desenvolvimento-da-leitura.html  acesso em 19 de abril de 2011, às 08h50min.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Kid Leitura

Hoje quero compartilhar com vocês um site muito bacana:
Nele você encontrará:
* Dicas de leitura
* Alfabetos ilustrados
* Histórias interativas
* Histórias para ler e ouvir
* Atividades diversas para incentivar a
 leitura e a escrita.

Gostei muito pela praticidade, é fácil de usar e as crianças poderão
Mexer sozinhas, pois é bem detalhado.

Confira hoje mesmo!!
Como o site mesmo diz: 15 minutos diários de estudo farão grande diferença!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Atividade em família


Em casa você com certeza já ouviu seu filho falar
sobre o alfabeto das boquinhas, e é claro que ele
já deve ter pedido pra que você brinque com ele de
adivinhar qual é a palavra, mas sem o som.
 Dá pra entender?? Claro que sim!
Através da articulação labial, ou seja, observando
a maneira que a boca fica ao pronunciar determinada
letra do alfabeto podemos saber qual é o som que a
pessoa está transmitindo! 

Assim, brincando e observando a criança vai aprendendo não apenas o nome das letras,
mas também o som de cada uma, fator determinante no
processo de ensino-aprendizado da leitura, e posteriormente da escrita. 

Tente em casa: mova os lábios como se fosse falar
uma letra do alfabeto, mas não pronuncie som algum. Em seguida peça para seu filho dizer qual letra você disse. Comece assim, e depois aumente ó nível de dificuldade para palavras e finalmente para frases curtas.
 
É divertido e dá ótimos resultados.Experimente!